CURIOSIDADES


À esquerda o mais antigo fóssil do ancestral das abelhas, o “Electrapis” encontrado em âmbar (resina). À direita um fóssil de abelhas onde se vê claramente as partes do corpo da abelha e em destaque a corbícula (cesta onde se deposita o pólen) na pata (Fotos publicadas em Ruttner, 1992).

 


Nesta figura são mostradas pinturas com motivos apícolas em peças encontradas no Egito e na Grécia, datadas de  540 a 600 anos antes de Cristo (Fotos publicadas em Renner, 1970).

Fonte romana...



A fonte “Api del Bernini” ou "Fontana delle Api", na cidade de Roma, é bem conhecida pelos turistas e pelas inúmeras fotografias ali tiradas. Hoje, apesar de vandalizada e danificada por pessoas com poucas ou nenhumas preocupações com o seu património histórico, continua a mostrar-nos a importância da abelha nas tradições dos povos, na sua cultura e a vontade de perpetuar essa importância em monumentos públicos. Esta fonte foi construída em 1644 e foi durante muitos anos um local de abastecimento público de água à população de Roma.   “Api del Bernini” ou "Fontana delle Api" Localizada perto da Via Veneto e da Piazza Barberini foi construida por Gian Lorenzo Bernini e dedicada ao Papa Urbano VIII, conforme ainda se pode ler na inscrição:

Em homenagem ao Papa Urbano VIII, um devoto da cultura helenística e das abelhas, e entre os vários motivos ornamentais ainda se podem observar as pequenas abelhas representadas em vários locais.

A abelha é um elemento ornamental importante em muitos brasões e fontes. Tratando-se de um sistema de abastecimento público de água que perdeu peso e caiu em desuso nas cidades actuais, os fontanários foram desaparecendo por necessidades urbanísticas ou danificados por pessoas pouco conhecedoras da sua importância.

Como ficará o seu supermercado se todas as abelhas morrerem?

  Como ficará o seu supermercado se todas as abelhas morrerem? (com FOTOS)

 

As abelhas, claramente em declínio, polinizam uma série de alimentos que nós simplesmente adoramos. O problema pode não merecer a atenção e preocupação da maior parte dos consumidores, distantes do real significado da extinção das abelhas no mundo. Foi por isso que a Whole Foods, no Texas, decidiu tornar a questão mais visual.

A cadeia de supermercados orgânica tirou fotografias dos alimentos que teríamos à nossa disposição com e sem a interferência dos insectos polinizadores. Elas ilustram bem a quantidade e diversidade de produtos que teremos ao nosso alcance caso todas as abelhas desapareçam.

A acção pretende aumentar a conscientização de como os insectos são cruciais no nosso sistema alimentar. A Whole Foods removeu temporariamente todos os produtos que provêm de plantas dependentes de polinização – 237 de 453 artigos, 52% da porção normal do departamento.

De acordo com a Whole Foods, uma em cada três dentadas de comida provém de plantas polinizadas por abelhas e outros insectos. As principais quedas nas populações de abelhas ameaçam a disponibilidade de muitos produtos frescos a que os consumidores estão habituados.

Veja as respectivas fotos do agora, com abelhas (em cima) e depois (em baixo).

As abelhas na antiguidade...


Pela sua importância na alimentação, na cura de doenças e outros usos, as colméias serviram de modelo para vários templos da antiguidade; o templo egípcio da deusa Neith era conhecido como “a casa das abelhas”, o mel servindo como símbolo de proteção e usado na consagração das fundações e no embalsamento dos faraós. Uma imagem da Deusa Maat a representa como abelha com grandes asas e segurando um pote com mel, augúrio do renascimento. 


A estátua de Ártemis de Éfeso, considerada uma das sete maravilhas do mundo antigo, tinha inúmeras protuberâncias no seu corpo, cuja natureza não foi elucidada. Uma das teorias as considera seios, daí o nome de Ártemis com mil seios, outras teorias as vêem como frutas de palmeiras, berinjelas, cachos de uvas, ovos de avestruz, bolsas para amuletos ou cornucópias.


Mas também podem ser interpretadas como os ovos que a Abelha Rainha deposita diariamente nos favos, Ártemis sendo vista como a representação da Deusa Abelha, cujo dom era gerar continuamente a vida e consagrar a morte como uma etapa que antecedia a ressurreição. 


Atualmente bilhões de abelhas estão morrendo no mundo inteiro, sem que seja encontrada uma causa ou explicação, além da evidente e crescente poluição do meio ambiente e a destruição das espécies vegetais. A crise é um alerta global, pois sem abelhas diminuirá cada vez mais a polinização e a humanidade ficará privada de frutas e verduras, aumentando assim as ameaças da fome mundial.


Como mulheres que cultuam e reverenciam a Deusa, precisamos lembrar e refletir sobre a importância mítica e mágica do mel e das abelhas, consagrados à Deusa nas Suas várias manifestações das culturas matrifocais. Devemos honrar e invocar as bênçãos da Deusa Abelha com cantos, musica, danças, oferendas de mel e orações, pedindo sua clemência para evitar a extinção das Suas súditas no planeta Terra.